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07/06/2007
Lançamento de Love is Hell, 27º volume
O verdadeiro sentido da dualidade
Rio de Janeiro, dias atuais. Pode o amor se esconder em diversas facetas? Pode ser o céu, mas, de verdade, pode ser o inferno.
No 27º volume da MOJO Books, Manoel Magalhães busca na essência de Love is Hell, de Ryan Adams, os dilemas de uma relação dupla - e dúbia.
Sobre o autor
Manoel Magalhães é compositor antes de tudo e atua no underground carioca tocando em bandas como Polar, Columbia, Onno e agora Harmada. Já trabalhou no programa Observatório da Imprensa (TVE-RJ) e passou pela sagrada mesa de entrevistas no retorno do Pasquim de Ziraldo. Atualmente escreve seu primeiro livro de contos intitulado Gávea Hardcore e dedica-se ao sonho de ser mestre em Psicolgia Social. Conta suas histórias sujas no blog Hotel Chelsea Nights desde novembro de 2005.
Três perguntas para o autor:
Por que você escolheu esse disco?
Talvez por ser o único que eu conheço que consegue transformar todas as formas de dor e amargura em uma coisa visceral que se aproxima realmente da palavra “Amor”. Amar não é fácil, e como qualquer outra coisa, tem seu preço. O Ryan Adams mostra nesse disco, e eu tentei refletir também no livro, que o preço de cada escolha pode ser bem caro, que escolher amar alguém em determinado momento da sua vida pode ser muito caro também.
Acho que em pleno século 21, depois de ser o clichê mais batido não só da história do rock, como da própria humanidade, a palavra “Amor” precisava mesmo encontrar um novo sentido, algo que fosse mais próximo da nossa realidade, do chão das ruas, da vida real. Amor para o ocidente sempre foi sinônimo de “Paraíso”, de “Céu”, de “Redenção”, vale a pena pensar no outro lado, que ele também pode ser sinônimo de “Loucura”, de “Ódio”, e principalmente, ser sinônimo de “Inferno”. Mas que fique claro: sem o menor juízo de valor. Quem garante que o inferno não é o lugar mais agradável?
Como foi o processo de transformar música em literatura?
Foi até mais natural do que pensei inicialmente. O ritmo estava lá, o cheiro, o cenário, as personagens sempre estiveram em lugares como os das músicas, até o lado escuro do Rio de Janeiro parece estar soterrado naquelas músicas também, de alguma forma. As canções tocando enquanto eu caminhava de madrugada pela praia de botafogo deixaram a história muito clara na minha cabeça. Parece que ela sempre esteve em mim, desde a primeira audição do disco.
Com qual canção do álbum você falaria para o leitor iniciar seu conto?
Hotel Chelsea Nights. Com ela comecei a escrever a primeira cena e o hotel do livro tem o mesmo cheiro do hotel da música, não precisa nem procurar muito fundo.
Lançamento: 10/05
Mais informações com Carola González pelo email imprensa@speculum.art.br
Cadastrada em: 17/02/2008
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